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Vale a pena fazer anúncios no Instagram? Quanto custa e como funciona

Tráfego Pago 27 de Outubro de 2026 11 min de leitura Por Yola Goulart

Vale a pena fazer anúncios no Instagram? Quanto custa e como funciona · trabalho da The Pear Marketing

Resposta curta: a Meta não tem um preço fixo para anunciar no Instagram. Tu decides quanto gastas, podes pausar quando quiseres e o custo de cada resultado sai de um leilão, onde conta tanto o valor que ofereces como a qualidade do anúncio. Vale a pena quando tens um perfil cuidado, uma oferta clara e forma de medir os contactos que chegam. Sem isso, estás só a pagar para mostrar um problema a mais gente.

Quanto custa anunciar no Instagram? É a pergunta que quase todos os donos de PME nos fazem, normalmente depois de carregarem uma vez no botão Promover e ficarem sem perceber o que aconteceu aos euros. A resposta curta é que o preço não está numa tabela. Depende do teu orçamento, do teu objetivo e da forma como o teu anúncio compete com os dos outros.

Neste guia vais ver como funciona o leilão da Meta, que regras de orçamento deves conhecer antes de começar, quantas pessoas podes alcançar em Portugal e, sobretudo, quando os anúncios não valem a pena. Tudo com fontes oficiais.

Como funciona o leilão da Meta

Os anúncios do Instagram são geridos pela Meta, a mesma empresa do Facebook. Sempre que há espaço para mostrar um anúncio a alguém, a Meta faz um leilão entre todos os anunciantes que querem chegar a essa pessoa.

Segundo a central de ajuda da Meta, ganha o anúncio com o maior valor total. Esse valor junta três fatores:

  1. Licitação. Quanto estás disposto a pagar pelo resultado que queres.
  2. Taxa de ação estimada. A probabilidade de aquela pessoa fazer o que pedes, como clicar ou enviar uma mensagem.
  3. Qualidade do anúncio. A forma como a Meta avalia o teu anúncio a partir do comportamento de quem o vê.
Diagrama do leilão da Meta: o valor total de um anúncio resulta da licitação, da taxa de ação estimada e da qualidade do anúncio
O leilão não premeia só quem paga mais. Um anúncio relevante pode ganhar a licitações mais altas.

A parte mais importante está na mesma página: um anúncio mais relevante para uma pessoa pode ganhar o leilão contra anúncios com licitações mais altas. Na prática, isto quer dizer que um bom vídeo pode sair mais barato do que um vídeo fraco com mais dinheiro por trás. O criativo não é um pormenor. É metade do preço.

Pagas por quê?

A Meta deixa-te escolher quando és cobrado. Pode ser por cada vez que alguém clica no link do anúncio ou vê uma certa percentagem de um vídeo, por exemplo. As opções disponíveis dependem do objetivo que escolhes na campanha, como explica a página sobre cobranças.

Há uma exceção para quem está a começar. Numa conta de anúncios nova, os primeiros 10 dólares são sempre cobrados por impressões, ou seja, por cada vez que o anúncio aparece. Só depois podes mudar para outro tipo de cobrança.

Quanto custa anunciar no Instagram em 2026

Não há um valor oficial em euros. A Meta exige um orçamento mínimo, mas diz que esse mínimo varia por país, objetivo, moeda, tipo de licitação e calendário, segundo as suas boas práticas para orçamentos mínimos. Quem te dá um número fechado sem saber nada disso está a adivinhar.

O que a Meta deixa claro é que és tu que mandas no dinheiro. Na página quanto custa anunciar, a regra é simples: decides quanto queres gastar. Não há contrato nem mensalidade. A única ressalva é que alguns formatos avançados têm um gasto mínimo.

As regras do orçamento diário

Antes de pores o primeiro euro, convém perceber como a Meta trata o orçamento diário. Segundo a página sobre orçamentos diários:

  • Num dia, a Meta pode gastar até 75% acima do teu orçamento diário, se houver mais oportunidades nesse dia.
  • Numa semana, nunca gasta mais de 7 vezes o teu orçamento diário. A semana fecha ao sábado à meia-noite.
  • Podes pausar um anúncio a qualquer momento.

Um exemplo com contas simples: com 10 € por dia, um dia pode chegar aos 17,50 € (10 € mais 75%). Mas no fim da semana o total não passa dos 70 € (7 vezes 10 €). Não te assustes se um dia gastar mais. Olha para a semana.

Há ainda uma regra útil para quem usa a estratégia de custo por resultado, em que dizes à Meta quanto queres pagar por cada contacto ou compra. Nesse caso, o orçamento diário deve ser pelo menos 5 vezes esse valor. Se queres pagar 4 € por contacto, por exemplo, precisas de pelo menos 20 € por dia para o sistema ter margem de trabalhar.

Checklist das regras de orçamento da Meta: decides quanto gastas, podes pausar a qualquer momento, um dia pode gastar até 75 por cento acima, a semana nunca passa de 7 vezes o diário, com custo por resultado o diário deve ser 5 vezes a meta, e contas novas pagam os primeiros 10 dólares por impressões
Seis regras oficiais que deves conhecer antes de lançar a primeira campanha.

E quanto custa um clique?

Não encontrámos dados públicos e verificáveis de custo por clique para Portugal. Os números mais citados vêm dos Estados Unidos e servem apenas para ter uma ideia da ordem de grandeza.

Indicador (EUA, 2024-25)Campanhas de tráfegoCampanhas de leads
Taxa de cliques1,71%Sem dado geral
Custo por clique0,70 USD1,92 USD
Custo por leadNão se aplica27,66 USD
Fonte: WordStream e LocaliQ, Facebook Ads Benchmarks 2025. Medianas de campanhas nos EUA, em dólares. Não são valores de Portugal.

Estes valores vêm de 554 campanhas de tráfego e 726 de leads nos EUA, entre abril de 2024 e junho de 2025, segundo a WordStream. Os próprios autores dizem que as médias são, na verdade, medianas. Em Portugal, o mercado, a concorrência e o poder de compra são outros, por isso usa estes números só como referência, nunca como promessa.

Quantas pessoas podes alcançar em Portugal

O Instagram já alcança mais pessoas com anúncios do que o Facebook em Portugal, embora por pouco. No fim de 2025, segundo o DataReportal:

  • Instagram: alcance publicitário de 6,35 milhões de pessoas, o equivalente a 61,0% da população.
  • Facebook: alcance publicitário de 6,30 milhões, ou 60,5% da população.
Gráfico de barras: em Portugal, o alcance publicitário do Instagram é de 6,35 milhões de pessoas e o do Facebook de 6,30 milhões, numa população de 10,4 milhões
Os anúncios da Meta chegam a cerca de seis em cada dez pessoas em Portugal, tanto no Instagram como no Facebook.

Atenção a um pormenor: alcance publicitário não é o mesmo que utilizadores ativos. É o número de pessoas a quem a Meta diz conseguir mostrar anúncios. Mesmo assim, mostra que o teu cliente está quase de certeza lá, seja qual for a tua área.

Como a mesma campanha pode correr nas duas redes, quanto custa anunciar no Facebook e no Instagram acaba por ser a mesma conversa. O orçamento é um só e a Meta distribui-o onde encontra resultados mais baratos, a não ser que escolhas as posições à mão.

Regras especiais para alguns setores

Há setores em que a Meta limita as opções de público. São as chamadas categorias especiais de anúncios, explicadas na página como escolher uma categoria especial:

  • Habitação, o que inclui a maior parte dos anúncios de imobiliário.
  • Emprego, como anúncios de vagas.
  • Crédito e serviços financeiros.

Nestes casos, em certos países da Europa, deixas de poder segmentar por idade, género ou código postal, e ficam limitadas as exclusões, os públicos semelhantes e os públicos guardados. A Meta não lista na página que países são, por isso confirma no Gestor de Anúncios ao criar a campanha.

Há também uma regra que muita gente desconhece: na União Europeia, a Meta já não permite criar nem editar anúncios sobre temas sociais, eleições ou política.

Se trabalhas numa destas áreas, os anúncios continuam a ser possíveis. Mas o trabalho passa ainda mais pelo criativo e pela mensagem, porque o público é mais largo.

Quando os anúncios no Instagram não valem a pena

Vale a pena anúncios no Instagram? Muitas vezes sim. Mas há três situações em que estás a deitar dinheiro fora, e vemo-las com frequência.

O teu perfil ainda não convence

Quem clica num anúncio vai quase sempre ao teu perfil antes de te contactar. Se encontra meia dúzia de publicações, fotografias escuras ou a última publicação de há quatro meses, sai. Pagaste o clique e perdeste a pessoa.

É por isso que, na The Pear, só avançamos com anúncios quando o perfil está preparado. Primeiro o conteúdo, depois o investimento. Se precisas de conteúdo em quantidade, a captação de conteúdo resolve isso numa sessão de 3 horas no teu espaço, com 8 a 11 vídeos editados.

Não tens uma oferta clara

Siga-nos não é uma oferta. Uma marcação de avaliação gratuita, uma visita a um imóvel ou um menu de almoço com preço são. Se a pessoa não percebe em dois segundos o que ganha em clicar, o leilão vai castigar-te com uma taxa de ação baixa, e cada resultado fica mais caro.

Não tens forma de medir

Se não sabes quantos contactos chegaram pelo anúncio, nem quantos viraram clientes, não consegues dizer se valeu a pena. Antes de começar, define o que conta como resultado e onde o vais registar. Explicámos como fazer isto em o que é o ROI no marketing digital.

SinalPronto para anúnciosAinda não
PerfilPublicações recentes e cuidadasParado ou com poucas publicações
OfertaClara e com próximo passoSiga-nos ou genérica
MediçãoSabes de onde vem cada contactoNão registas a origem
RespostaRespondes no próprio diaAs mensagens ficam dias à espera
Se tens mais respostas na coluna da direita, começa por aí antes de investir em anúncios.

Instagram ou Google?

Os anúncios do Instagram mostram a tua marca a pessoas que ainda não te procuram. Os do Google aparecem a quem já está a pesquisar o que vendes. São ferramentas diferentes e muitas vezes complementam-se. Na página de tráfego pago explicamos como trabalhamos as duas.

Como começar em 5 passos

  1. Prepara o perfil. Pelo menos algumas semanas de publicações consistentes, biografia clara e contacto fácil.
  2. Escolhe um só objetivo. Mensagens, contactos, visitas ao site ou vendas. Um objetivo por campanha.
  3. Define um orçamento que aguentes perder. Os primeiros dias servem para aprender. Lembra-te de que a semana nunca passa de 7 vezes o orçamento diário.
  4. Faz dois ou três criativos diferentes. Como a qualidade conta no leilão, testar vídeos diferentes é a forma mais rápida de baixar o custo.
  5. Mede ao fim de duas semanas. Quantos contactos, quanto custou cada um, quantos viraram clientes. Depois decide se manténs, mudas ou paras.

A gestão de anúncios é um serviço à parte na The Pear, e o orçamento é pago por ti diretamente à Meta. Se queres saber o que está incluído, vê a página de tráfego pago em Meta e Google Ads. E se ainda estás a decidir se o problema está nos anúncios ou no conteúdo, começa por quanto custa gerir as redes sociais.

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Perguntas frequentes

Qual é o orçamento mínimo para anunciar no Instagram?

A Meta exige um mínimo, mas não publica um valor fixo em euros. Esse mínimo varia com o país, o objetivo, a moeda e a estratégia de licitação. Se usares a estratégia de custo por resultado, o orçamento diário deve ser pelo menos 5 vezes o custo que defines para cada resultado.

Posso gastar mais do que o orçamento que defini?

Num só dia, sim: a Meta pode gastar até 75% acima do orçamento diário. Mas numa semana nunca gasta mais de 7 vezes esse orçamento diário. E podes pausar o anúncio a qualquer momento.

Quanto custa um clique num anúncio do Instagram em Portugal?

Não há dados públicos e verificáveis para Portugal. Nos EUA, a WordStream aponta uma mediana de 0,70 dólares por clique em campanhas de tráfego, entre 2024 e 2025. O teu custo vai depender do setor, do público e da qualidade do anúncio.

Os anúncios do Instagram e do Facebook são pagos em separado?

Não. Ambos são geridos no Gestor de Anúncios da Meta e a mesma campanha pode aparecer nas duas redes com um só orçamento. Em Portugal, o alcance publicitário é de 6,35 milhões de pessoas no Instagram e 6,30 milhões no Facebook, segundo o DataReportal.

Posso fazer anúncios de imobiliário ou de crédito no Instagram?

Sim, mas são categorias especiais. A Meta limita a segmentação nestes casos e, em certos países da Europa, deixas de poder escolher idade, género ou código postal. Confirma as regras no Gestor de Anúncios ao criar a campanha.

Fontes

Escrito por

Yola Goulart, equipa The Pear Marketing

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